
Tropas dos EUA (Estados Unidos da América) atacaram na madrugada deste sábado alvos na Venezuela e anunciaram prisão do presidente Nicolás Maduro para julgamento que deve ocorrer em Nova York
O presidente Donald Trump anunciou o ataque, bem como a prisão de Maduro e comemorou a operação: “brilhante”.
O ataque provocou reações contrárias de países como União Soviética, Espanha e Cuba. O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, esperou até quase 10h para manifestação e em que condena o ataque, mas pede diálogo.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassaram uma linha inaceitável. Esses atos representam uma frente gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse Lula. Veja abaixo ponto a ponto as informações já disponíveris
Ataque na madrugada
As primeiras explosões ocorreram por volta de 3h deste sábado e atingiram a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Além de Maduro, os EUA anunciaram a captura da primeira-dama do país, Cilia Flores
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o ataque e a captura. Deve fazer pronunciamento ainda hoje com mais detalhes.
Prisão e julgamento
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que tanto Nicolás Maduro quanto sua esposa, Cilia Flores, vão responder a processo no Distrito Sul de Nova York. Não houve apresentação oficial do casal e, inclusive, a Venezuela pede provas de vida.
Os Estados Unidos acusam Maduro de corrupção e comando de tráfico de drogas. Oferece até recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à sua prisão ou condenação.
“Muito bom planejamento, tropas excelentes e pessoas incríveis. Foi uma operação brilhante, na verdade”, disse Tump ao The New York Times.
Prova de vida
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, falando em uma emissora de televisão estatal, disse que o paradeiro de Nicolás Maduro e de sua esposa é desconhecido e pediu ao presidente Trump provas de que estão vivos.
Brasil condena
Veja a íntegra de mensagem que o presidente Lula divulgou sobre o caso.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassaram uma linha inaceitável. Esses atos representam uma frente gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse Lula.
Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
A advertência ao uso da força é consistente com a posição de que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os momentos de interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”