
Marília - A Amandim (Associação das Mães de Autistas e Neurodivergentes de Marília) terá como foco em 2026 ampliar as ações de acolhimento a famílias atípicas, com mais escuta, apoio e pressão para que direitos previstos em lei cheguem às famílias.
A associação cresceu como um movimento inovador com base na atuação das famílias que vivem uma rotina que começa com o diagnóstico. Revelou necessidades que vão da saúde à educação, bem como nas relações comunitárias.
O que deve ser o principal foco em 2026?
Em 2026, o principal foco da AMANDIM será o fortalecimento do acolhimento às famílias atípicas, encontros, escuta e apoio a quem vive o neurodesenvolvimento na prática, sem romantização.
Também continuará cobrando do poder público a efetivação dos direitos já garantidos em lei, para que saiam do papel e cheguem às famílias.



O que espera de mais importante na cidade e na sua área de atuação?
Esperamos que Marília avance na construção de uma rede de atendimento mais
organizada, acessível e humanizada, com diálogo constante entre famílias, sociedade e
poder público.
Na AMANDIM, o compromisso é ampliar o acolhimento, promover encontros entre famílias atípicas e profissionais da saúde e fortalecer políticas públicas e funcionem na vida real.
De que forma o ano eleitoral pode ajudar ou prejudicar?
O ano eleitoral pode contribuir ao abrir espaço para diálogo com os candidatos e permitir que as demandas das famílias atípicas sejam apresentadas e assumidas publicamente. Por outro lado, pode ser prejudicial quando a inclusão é tratada apenas como discurso, sem continuidade, compromisso ou ações concretas.
Como avalia 2025?
2025 foi um ano de muitos desafios, mas também de fortalecimento. Um período de escuta, aprendizado e compreensão das falhas do sistema, que reforçou a necessidade de cobrar políticas públicas efetivas. Inclusão não é discurso. É direito.