
Marília - A Associação Maria Flor de produção e terapias com cannabis medicinal em Marília participou em Brasília de um inédito encontro de entidades do setor na Presidência da República em reunião com ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da República.
O advogado Lucas Emanuel Ricci Dantas representou a instituição na reunião. O encontro buscou apoio para que as associações tenham espaço na regulamentação da cannabis, principalmente em evento de março que pode definir rumos do setor.
“Foi a primeira vez que as associações conseguem chegar à Presidência da República. E o ministro manifestou que vai promover reunião interministerial, também com Anvisa, Advocacia Geral da União”, explicou o advogado.
A ideia é que as entidades possam apresentar informações, manifestações e sugestões em Normativa que deve ocorrer em 31 de março.
As associações querem participar na construção da normativa. A Anvisa vai poder novos ouvir e conhecer, não somos invisíveis. A Maria Flor atende 15 mil pacientes
Lucas Emanuel Ricci Dantas, advogado da Associação Maria Flor
As entidades pretendem influenciar uma regulamentação que permite a produção orgânica nas associações, inclusive para ampliar acesso à cannabis medicinal.

“As associações têm o que mostrar sobre o tema, parcerias com universidades, dados de atendimento, bem como de qualidade de vida “
Além disso, atuam com produção orgânica, mais barata e acessível ao público. Mais que isso, mostram retorno social da atuação.
“A Maria Flor oferece equoterapia, terapias integrativas, atendimento a idosos. Ou seja, em tudo que ela atua tem retorno para a coletividade.”
Porém, as associações precisam ter segurança para trabalhar. Apesar dos bons resultados, o momento tem sido de pressão.
Situações que vão de ações policiais em entidades, como na Gaia, de Lins, à exclusão de contas em redes sociais, que atingiu também a Maria Flor.