Dom Luiz Antonio Cipolini orienta em foco em amar e respeitar pessoas

Marília - Bispo Diocesano em Marília desde agosto de 2013, Dom Luiz Antonio CIpolini, 63, aponta amor a Deus e às pessoas como o foco para o novo ano.

Natural de Caconde, fez sua formação em Filosofia e Teologia, inclusive com mestrado em Roma. Veja o que ele diz sobre 2026 e como foi 2025

O que deve ser seu principal foco em 2026?

A vida é dom de Deus! Somos amados em Jesus Cristo e, por Ele, redimidos; por isso, os anos vividos são oportunidades que o Pai Celestial nos proporciona para a realização pessoal e comunitária! Por isso, 2026 é para todos nós o ano da graça de Deus: que o foco de todos nós seja vive-lo com intensidade amando a Deus sobre todas as coisas e, n´Ele, amar e respeitar as pessoas!

Bispo Diocesano, Dom Luiz Antonio orienta em foco em amar e respeitar

Na Igreja, meu desejo sincero e minha esperança firme é que em 2026 nossa família diocesana se una e se ‘levante’ com fé no caminho da sinodalidade! No dia 21 de fevereiro próximo vou convocar um Sínodo Diocesano: será uma grande oportunidade para que todos nós ministros ordenados, religiosos, fieis leigos e pessoas de boa vontade, enquanto comunidade de batizados, consigamos nos ouvir uns outros e, juntos, ouvirmos o Espírito Santo para construirmos no hoje do anúncio de Jesus Cristo o amanhã da ação evangelizadora!

Viver a sinodalidade na família diocesana requer ‘caminhar juntos’, rejeitando o clericalismo, compartilhando sofrimentos e alegrias das pessoas, dialogando de maneira respeitosa e sincera com todas as pessoas, pastorais e grupos sociais, aprendendo a ouvir-nos uns aos outros e, sobretudo, ouvindo o Espírito Santo.

O que espera de mais importante na cidade

Para a cidade de Marília desejo que todos se respeitem e que os diversos setores de nossa sociedade se esforcem para o bem de nossa cidade sem excluir ninguém! Desejo também que as famílias vençam todos os desafios atuais corroem a esperança de seus membros a esperança. O endividamento das famílias no Brasil atingiu um novo recorde histórico em outubro próximo passado, com quase 80% sofrendo algum tipo de dívida. Mas o problema não é apenas econômico. Há uma crescente vulgarização do debate político. A polarização política envenena e produz a apatia eleitoral; infelizmente, as pessoas não acreditam mais que o seu voto pode melhorar a realidade.

Bispo Diocesano, Dom Luiz Antonio orienta em foco em amar e respeitar

A insegurança também é outro fator que destrói a esperança das famílias. No noticiário vemos famílias em favelas que enfrentam tiroteios diários, sonhando com uma trégua que nunca chega. O feminicídio continua a alastrar-se no país e entre nós. Parece que entramos num cansaço moral, desaprendemos a imaginar um futuro melhor! Será que o povo perdeu a esperança? Desejo que em 2026 nós consigamos reaviva-la!

Avalio 2025 como um ano de esperanças! No mundo todo celebramos o Jubileu 2025: com o tema “Peregrinos da Esperança”, no dia 29 de dezembro do ano passado iniciamos uma jornada de fé convocada pelo Papa Francisco, de saudosa memória, e concluída no último domingo, dia 28, com a Catedral Basílica de São Bento repleta de fiéis. Durante este ano, cerca de 19 mil devotos peregrinaram nas quatro igrejas jubilares da Diocese de Marília, a saber, Santuário Sagrado Coração de Jesus, de Vera Cruz; Santuário São José, de Osvaldo Cruz; Santuário Nossa Senhora de Fátima, de Dracena; e a Igreja Catedral em Marília.

Assim, na alegria de peregrinos cheios de esperança, avalio 2025 como um ano de bençãos! Vivemos neste ano a Páscoa do Papa Francisco e eleição do Papa Leão XIV e, como Igreja Diocesana, nos despedimos de nosso bispo emérito, Dom Osvaldo Giuntini; do Monsenhor Achiles Paceli de Oliveira Pinheiro; e da Irmã Hermínia Gennaro, da Congregação das Irmãs de São José de Cluny. Entre as alegrias e as tristezas da vida cotidiana, alimentando a nossa fé no Pão da Palavra de Deus e no Pão da Eucaristia.

Diante de tudo vivido em 2025, Deus nos conduziu como seu rebanho e, agradecido a Ele pelo final deste ano e já na expectativa de um ano vindouro, como bispo diocesano, rendo ação de graças porque tenho a certeza de que a “esperança não decepciona” (Rm 5, 5).