Dani Alonso cobra atuação de homens contra feminicídios
Deputada Dani Alonso durante discurso na tribuna

Marília - A deputada estadual Dani Alonso (PL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) cobrou maior atuação de homens tanto na contenção quanto prevenção da violência doméstica e dos feminicídios.

“Estamos lutando errado contra o feminicídio no Brasil e também no nosso Estado de São Paulo”, disse a deputada, que tem sua base eleitoral em Marília.

Ela destacou que “nunca se fez tanta campanha sobre o assunto” e, além disso, leis nunca foram tão severas, mas casos persistem.

Dani Alonso cobra atuação de homens contra feminicídios
Dani Alonso cobra atuação de homens contra feminicídios

Citou dados da ONU Mulheres, que aponta 50 mil mulheres e meninas vítimas de violência doméstica. Ou seja, 137 casos ao dia com média de uma morte a cada período de dez minutos. Veja mais dados; 

Por que ainda todos os dias nós ligamos a TV e vemos mulheres vítimas, o tempo todo, de maridos, namorados, dentro dos seus lares? Deveria ser o lugar de maior proteção, de maior refúgio, de maior cuidado

Dani Alonso, deputada estadual em São Paulo
  • A maior taxa de feminicídio, de acordo com o órgão das Nações Unidas, ocorreu na África (3 por 100 mil mulheres). Depois, Américas (1,5), Oceânia (1,4), Ásia (0,7) e Europa (0,5).
  • Mapa Nacional da Violência de Gênero, do Senado, aponta 2.278 feminicídios no Brasil em 2024, ante 1.962 em 2023, ou seja, alta superior a 16%.
  • A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo mostra 253 feminicídios em 2024 e 221 em 2023 – aumento de quase 14,5%.
DIAGNÓSTICO
Dani Alonso cobra atuação de homens contra feminicídios
Dani Alonso cobra atuação de homens contra feminicídios

Para a deputada, as mulheres estão fazendo sua parte, como lutar contra a violência, bem como buscar organizações e medidas oficiais..

“A raiz desse problema, a raiz do feminicídio, são os homens. Por que tão poucos homens não estão abraçando essa luta com a gente? Por que os homens não estão se posicionando?”, perguntou.

Lembrou que não não se vê homens usando a tribuna para abordar o problema, nem lutando por políticas públicas na área.

“Essa é uma luta para proteger a sua mãe, a sua filha, a sua sobrinha, a sua irmã, a companheira do seu trabalho, a sua amiga”, apontou.

A deputada entende que a busca das mulheres pela liberdade em fazer suas próprias escolhas muitas vezes provoca frustração nos homens, que não conseguem lidar com limites. E defendeu, assim, uma transformação social que precisa ser feita com urgência.

“Essa é uma luta na qual os homens precisam se posicionar dentro da política, dentro das igrejas, dentro do trabalho, dentro da comunidade, dentro das mentorias”.