
Marília - Um estudo com coordenação do pesquisador Vitor Engrácia Valenti, da Unesp em Marília, repercute com dados sobre benefícios do abacate no controle de colesterol.
A pesquisa envolveu profissionais de quatro instituições e ganhou visibilidade em grandes veículos como Folha, Record, Estadão e CNN.
Participam 11 pesquisadores da Unesp Marília, Unimar, Faculdade de Medicina do ABC e até Oxford, da Inglaterra.
Vitor Engrácia Valenti atua no Centro de Revisões Sistemáticas em Saúde Cardiovascular e Metabólica.
Ele explica que a visibilidade desse artigo é importante porque amplia o impacto científico e prático da pesquisa.
“Quando um estudo sobre um alimento comum como o abacate alcança boa divulgação, se torna mais acessível a profissionais de saúde, pesquisadores e público geral. Isso facilita a tradução da ciência para recomendações do dia a dia.”
Coordenou diversos estudos de impacto no cotidiano, em análises como consumo de café, condições de treinos físicos e mais.
“Entra na mesma linha de estudos que avaliam café antes do treino, hidratação, beterraba, chia, canela, óleos vegetais e outras estratégias simples que podem modular riscos cardiometabólicos.”
O estudo agrega dados técnicos à uso cada vez mais comum do abacate como ‘gordura boa’.
São intervenções baratas, fáceis de adotar e que influenciam diretamente hábitos alimentares e comportamentos de rotina.
Vitor Engrácia Valenti, pesquisador da Unesp em Marília
Mostrou associação entre a ingestão de abacate e reduções no LDL, famoso como colesterol ruim, bem como no colesterol total. Além disso, mostrou melhorias modestas na pressão arterial.
A revisão relatou dados de populações com sobrepeso e diabéticas com reduções na insulina em jejum.
A conclusão é que pode beneficiar indivíduos com dislipidemia, condição de alteração em níveis de gordura no sangue.
No entanto, resultados inconsistentes para o HDL-c e os triglicerídeos, além de limitações metodológicas, ressaltam a necessidade de estudos padronizados e de longo prazo.