
Ivan Evangelista Júnior, administrador e presidente do Comtur (Conselho Municipal de Turismo) em Marília aponta indicadores de sucesso para setor na cidade em 2026, mas destaco espaço e inspiração para mais ações.
Gestor com experiências como Sebrae e serviços públicos, ele considera 2025 um bom ano e destaca realizações do setor. Veja o que pensa do ano novo, eleições e foco de 2026.
O que deve ser seu principal foco em 2026?
A família, sempre foi assim. É muito gostoso e bom ver os filhos, netos e parentes fazendo projetos e se realizando por meio deles. Sempre acreditamos que o núcleo familiar deve ser prioridade.
O que espera de mais importante na cidade e na sua área de atuação?
Neste ano tivemos excelentes realizações pelo COMTUR e para o turismo receptivo local. Certificamos alguns produtos e iniciativas como patrimônio cultural e gastronômico e a repercussão foi excelente.
Acompanho de perto as mudanças da cidade e todo o comportamento empresarial. Comércio físico em transição exigindo reposicionamento e inovação, hotelaria investindo e crescendo, gastronomia se diversificando cada vez mais, festivais de comida, de café, de alimentação alternativa, trilhas e rotas com boas opções de lazer e cultura, movimento cultural intenso, a cidade expandindo horizontes e ocupando espaços urbanos com muita força e velocidade, tudo isso pode ser interpretado como indicadores de sucesso e que exigem mais planejamento, mais ação…
De que forma o ano eleitoral pode ajudar ou prejudicar?
O Ano Eleitoral já começou desde sempre. Nem bem saímos de uma eleição e dois meses após já se falava na próxima, já se apresentavam candidatos e candidatas. A polarização está intensa, afinal, em política e no futebol, no Brasil sempre foi assim.
Na falta de projetos para a agricultura e para outros setores da economia as eleições e os eleitos contribuem para cenários de instabilidade e de altos e baixos que afetam muito a economia. Esse é o mal pior.
Empresas bem sucedidas fazem planos estratégicos e monitoram resultados de forma a obter maior índice de assertividade. Sem uma visão de futuro mais consistente fica difícil fazer planos de médio e longo prazos. Claro que tudo isso não é novidade, mas seria bom ter visão de médio e longo alcance com maiores certezas.
Como avalia 2025?
O ano de 2025 foi bom. Tivemos boas realizações em vários campos e fomos aprendendo a lidar com incertezas e cenários instáveis. Sim, muitas empresas ainda estão sofrendo os impactos da pandemia, há setores que estão começando a se recuperar agora, saindo do vermelho e tentando tudo de novo.
Mas falando de Marília vejo crescimento. No setor imobiliário principalmente, se constroem tanto é porque tem quem compra para morar ou para investimento.
Temos uma crise de mão de obra qualificada, isto é fato, o setor de gastronomia vem sofrendo muito, assim como os supermercados, os hotéis. O que mais me impressionou foram as mudanças na Educação que passa por uma revolução desde o ensino fundamental.
Tivemos uma primeira onda de educação tecnológica, lousas digitais, laboratórios modernos, foi o início da nova era. Chegou a a IA e tudo se transforma com maior velocidade. Digo: admirável mundo novo! Feliz 2026 para todos.