
Marília - A Prefeitura de Marília sancionou nesta quinta-feira a lei que transforma o sanduíche ‘chinelão’ em patrimônio gastronômico, bem como prato típico, da cidade.
O nome veio pelo formato: a antiga bengala de pão com corte ao meio, recheio de mortadela e queijo, entrega em duas fatias lado a lado. Está servido o chinelão.
A lei é uma iniciativa da Câmara a partir de projeto do vereador Elio Ajeka e oficializa título que o Conselho de Turismo criou em setembro.
O sanduíche é uma criação do padeiro Orides Magon na década de 1970 para um lanche rápido com o pão que envolvia muito trabalho artesanal.
Ofereceu o lanche a um grupo de médicos plantonistas e, a partir daí, a receita ganhou popularidade. A espera pelo lanche movimentava o fim de noite na esquina da padaria São Luiz, onde a receita nasceu.
Orides Magon encerrou sua carreira após 40 anos de trabalho nos anos 2000. A padaria teve novos donos e o trabalho rendeu, inclusive, diferentes homenagens por vereadores.


Mesmo com o fim da oferta no local, o sanduíche chinelão manteve a fama e muitas lanchonetes de Marília adotaram: já assim um patrimônio.
“Como presidente da Comissão de Registros Históricos e considerando os esforços do Conselho de Turismo propõe-se a oficialização”, disse o vereador no projeto.
A lista do conselho tem mais pratos, como o pastel de ovo da Pastelaria Hirata, da década de 1960, ou o sanduíche Socialista, do Chaplin Gastronomia.
“O que eu achei bem legal é que a aprovação trouxe um clima ade nostalgia entre os vereadores mais antigos. Comentários, brincadeiras e boas lembranças que envolvem o público mais novo. É assim que vamos transformar as memórias em patrimônio, transferir para gerações”, disse o presidente do Comtur, Ivan Evangelista Júnior..