
Marília - Um trecho de rua de terra cheio de buracos deixou grandes danos no carro de visitante que foi à casa de uma família ao lado do Parque das Vivendas, na zona oeste de Marília, local com décadas de espera por asfalto.
Não foi o primeiro, provavelmente não será o último, nos relatos da moradora Maria Alice More Napoleone. “Já aconteceu comigo, com carro da minha irmã, da minha filha. Moro em uma chácara, asfaltaram só metade da rua no trecho de uma praça, que nunca teve inauguração.”
A primeira reação parece óbvia: mas por que entrou ali? É única opção de acesso e, aliás, serviços públicos e privados muitas vezes rejeitam usar.

“Em caso de emergência o SAMU não consegue entrar na minha casa, não tenho acesso a aplicativos ou a entregas”, destaca.
O abandono do trecho não é caso isolado de problema no bairro. Ali ao lado, um ocupação de área da CDHU com várias famílias em risco junto a um córrego e área de preservação. Ah, e a praça – aquela da meia rua com asfalto – teve muitos orçamentos e pouco avanço.
A mensagem da moradora, que usa a rua Francisco Angelo Buil Montolar provocou mais reações de moradores próximos. A rua Francisco de Assis Cabral, ao lado, também tem trecho de terra e buracos com danos a carros.
Décadas na região
Gestora de projetos no terceiro setor, Mali More fala com experiência de toda a vida na região, entre os bairros Cavallari e Parque das Vivendas.

Além do currículo pessoal, é filha do advogado e ex-vereador João Fernandes More, que faleceu em 2020. Ex-presidente da OAB na cidade, More foi presidente da Câmara e do MAC.
Aliás, família e amigos tentaram dar o nome do advogado à praça do bairro. Um pedido que, contudo, a Câmara da cidade não atendeu em mais um dos erros do Legislativo local.
“O asfalto chegou até metade da rua, porém interrompeu justamente no trecho onde residem famílias de menor poder aquisitivo. Sem qualquer justificativa técnica ou previsão de continuidade”, conta a moradora que mora alguns metros à frente e, assim, também sofre o problema.
Com o novo caso de danos, a moradora – e os donos de carros com lesão – renovam a esperança uma vistoria, obras e correção do local.