
Marília - A empresa Rumo Malha Paulista iniciou nova ofensiva judicial para liberar trechos da ferrovia em Marília com sete pedidos judiciais de reintegração de posse.
Atinge moradores em diferentes pontos da cidade – do distrito de Lácio a Padre Nóbrega – além de empresas.
Atinge pouco mais de 30 nomes, além de repetidos casos em que aponta ‘invasores desconhecidos’. Os casos envolvem desde construções até simples depósito de material em trilhos.
Os novos casos, porém, começaram de forma arrastada. Para todos os sete pedidos a ação parou em problemas técnicos por falta de pagamento de custas processuais.
Ou seja, atrasa em alguns dias e aproxima os casos do recesso judicial, que joga movimentação para 2026
Com os sete pedidos, a Rumo chega a dez casos em ofensiva judicial apenas neste ano.
Há ainda processos mais antigos, como a remoção do ‘Projeto Estação’ com bancas de camelódromo no centro da cidade.

Aliás, o prazo final de alternativa para remoção das bancas está longo ali, em janeiro do próximo ano, a menos que prefeitura e Rumo anunciem acordo.
Além disso, são todos pontos de ferrovia em anos de abandono e sem qualquer definição clara de data para que a Rumo reative o ramal.
A concessão da Malha Paulista à empresa Rumo Logística foi inovadora em renovação antecipada.
Entre as medidas de renovação, inclui previsão de recuperar até 2028 o trecho de 3669,1km de ferrovia entre Bauru e Panorama.
A ofensiva de reintegração, conforme a Rumo, obedece prazos para obras de limpeza e recuperação dos trilhos, apesar da indefinição sobre retomada do trecho.