Palestra vai discutir inclusão de neurodivergentes em IA e Ciência da Informação

Marília - Uma palestra online no dia 17 deste mês vai discutir e promover inclusão de pessoas neurodivergentes na rotina de Inteligência Artificial e Ciência da Informação.

A apresentação será do professor e pesquisador Wilson Veronez, de Marília, especialista que dá os primeiros passos em um canal sobre o tema no youtube. É um novo degrau em carreira que inclui pós-doutorado em Ciência da Informação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

Hoje professor no Centro Leonardo da VInci, o pesquisador fez sua formação e vidaem Marília. É Bacharel, mestre e doutor em Ciência da Informação pela Unesp, Já atuou como professor da Univesp, a universidade virtual do Estado.

A palestra terá transmissão a partir de 19h30 pela página do youtube do canal Neurodiversidade em Estudos da Informação, acesse aqui. Veja abaixo mais sobre a pesquisa

‘Todos os espaços de informação’

De que ambientes informacionais estamos falando? Vai da sala de aula no ensino básico às redes sociais ou é mais restrito?

Wilson Veronez – Quando falamos em ambientes informacionais, nos referimos a todos os espaços onde a informação circula fora dos modelos tradicionais e formais de ensino. Isso inclui desde a sala de aula da educação básica até redes sociais (como Instagram, Facebook, TikTok e X ou o antigo Twitter).

Além disso, as plataformas digitais, ambientes virtuais de aprendizagem, bibliotecas, museus, centros de informação e memória, centros culturais. E até o cotidiano das tecnologias digitais.

Esses ambientes influenciam diretamente como pessoas neurodivergentes acessam, compreendem, produzem, organizam e acessam informações. Por isso, discutir a Inteligência Artificial Generativa (como ChatGPT, DeepSeek e outras) nesses contextos é fundamental para promover inclusão e evitar novas formas de desigualdade e exclusão informacional.

Palestra vai discutir inclusão de neurodivergentes em IA e Ciência da Informação

A que público o evento atende? Apenas profissionais ou também famílias?

A palestra atende um público amplo e diverso. Embora envolva profissionais das áreas de Educação, Informação, Tecnologia, Saúde, Psicologia e Gestão, ela é também para famílias. Também para estudantes e, principalmente, para pessoas neurodivergentes, como aquelas com Altas Habilidades, Superdotação, TEA, TDAH, Dislexia, Discalculia, entre outras

A neurodiversidade não se restringe ao ambiente acadêmico, uma vez que ela atravessa o cotidiano das famílias, das escolas e da sociedade. Por isso, o diálogo precisa ser acessível, inclusivo e socialmente comprometido com a realidade dessas pessoas.

‘Neurodiversidade não é sinônimo de déficit’

Que informação o senhor acredita ser mais relevante nesse debate?

A informação mais relevante é compreender que neurodiversidade não é sinônimo de déficit, mas de diferença e variação cognitiva e neurológica. Ao associarmos isso à Inteligência Artificial, precisamos refletir criticamente sobre quem cria os algoritmos, com quais dados e com quais valores.

Outro ponto crucial é a conscientização sobre a neurodiversidade, que contribui para diagnósticos mais acessíveis e apoio às famílias. No Brasil, a escassez de dados estatísticos sobre pessoas neurodivergentes impacta negativamente a elaboração de políticas públicas.

É fundamental discutir como a IA pode tanto ampliar acessibilidade e autonomia quanto reforçar estigmas e desigualdades, se não for desenvolvida de forma ética e inclusiva.

De que forma a palestra pode ampliar o debate, o conhecimento e as soluções?

A palestra amplia o debate ao traduzir conceitos científicos complexos para a realidade cotidiana, e, assim, conecta pesquisa, prática social e políticas públicas.

Ela contribui para o conhecimento ao desmistificar tanto a neurodiversidade quanto a Inteligência Artificial, mostrando possibilidades concretas de uso inclusivo dessas tecnologias.

Além disso, a palestra aponta caminhos e soluções, como: o desenvolvimento de tecnologias mais acessíveis e a formação crítica de profissionais. Também discute a participação ativa de pessoas neurodivergentes na construção dessas ferramentas.

Diante disso, o objetivo não é apenas informar, mas provocar reflexão e transformação social por meio de ações concretas.