
Marília - Empresário e presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília e Região, Pedro Pavão espera um ano histórico em 2026 com a entrega da unidade do Sesc. Destaca ainda mais um ano de mobilização, articulações e pressão pela liberdade econômica e incentivo ao setor.
Pavão, que já foi presidente do MAC e da Associação Comercial de Marília, foi deputado federal, vereador na cidade e comerciante com tradição.
O que deve ser seu principal foco em 2026?
O foco é sempre a família, o trabalho, amigos e uma vida de fé e dedicação aos valores que eu defendo e sempre defendi na vida. Mas neste ano de forma especial o foco é acompanhar a conclusão das obras e entrega do Sesc de Marília, um sonho que virou realidade.
Além disso, atuar pelo aumento da liberdade econômica, incentivo e suporte ao comércio. O setor que sofre com questões que vão da concorrência internacional à internet e ainda assim é o segundo em empregos na cidade.

O comércio urbaniza o centro, valoriza a cidade, atende visitantes e precisa de respeito e apoio. Apoio em horário, em mobilidade, em políticas contra pressão imobiliária.
O que espera de mais importante na cidade e na sua área de atuação
Já ficou dito acima: a entrega do Sesc é uma conquista histórica. Um investimento na faixa de R$ 100 milhões, que muda lazer, cultura, esportes e atendimento. E principalmente um investimento com recursos do comércio que atende trabalhadores e a cidade.
Foram 20 anos de luta para isso e um apoio muito importante do presidente da Federação do Comércio, Abram Szajman, que é um grande amigo de Marília, do presidente em exercício, Ival Dall’acqua. Um projeto que a prefeitura e a Câmara reconheceram e apoiaram, então uma união vai ajudar muito a cidade.
Também um trabalho do Danilo Miranda, diretor do Sesc que, infelizmente, faleceu, e do atual diretor, Luiz Galina, um homem muito capacitado, muito preparado e determinado.
De que forma o ano eleitoral pode ajudar ou prejudicar?
O ano eleitoral influencia de acordo com que o cidadão e a comunidade se envolvem. Sempre que falta consciência sobre reformas muito necessárias, prioridades de incentivo a quem produz e gera riquezas e seriedade, o processo eleitoral vira ameaça. O país precisa de mudanças, precisa de mais segurança para investir, para viver e eu espero que o ano eleitoral seja um caminho para isso.

Como avalia 2025?
Foi um ano difícil mas, ainda assim, de avanços. A economia sofre ainda impacto de novas hábitos da pandemia, de incertezas e sustos, muitas vezes de influências que a gente nem espera.
Mas foi um ano de dedicação em que o sindicato registrou avanços, com uma equipe técnica de apoio muito boa, uma diretoria de voluntários dedicados.
E acima de tudo um ano muito próximo da família, da esposa, filhos, netos e bisnetos, além de grandes amigos, que são sempre os melhores momentos.