
Marília - A defesa do professor Rafael Salatini de Almeida, acusado de constranger alunos durante aulas na Unesp de Marília em caso que provocou sua demissão, anunciou medidas para reverter a punição.
Em comunicado público, o escritório Dantas & Santana advogados associados, que representa o professor, disse que “recebeu com surpresa a notícia da demissão”.
“Conforme foi provado nos autos administrativos e atestado pela própria perícia técnica da Unesp,
o docente tomou conhecimento dentro do processo, após passar por perícias, de que é portador de Transtorno Afetivo Bipolar e Síndrome de Asperger (Transtorno do Espectro Autista).”
Argumenta ainda que “a psiquiatria da Unesp atestou que, no período dos fatos ocorridos,
o docente estava em surto, com prejuízo efetivo de sua capacidade laboral e de seu discernimento”.
Diante desta perspectiva, a defesa esperava que a Unesp acolhesse o parecer técnico e propusesse um Termo de Ajuste de Conduta.
Como isso não aconteceu, o escritório anunciou que vai buscar “a reversão dos fatos nas
instâncias ordinárias”. O texto, porém, não apresenta detalhes das medidas que o docente deve adotar.

A demissão
O docente, que atuava no curso de Relações Internacionais, era servidor efetivo da Unesp e foi alvo de denúncia coletiva com 44 nomes. Os estudantes acusam condutas e manifestações inapropriadas com frases sexistas e violentas.
No dia 12, a universidade divulgou a decisão da reitoria com demissão por falta grave conforme regimento da Unesp e estatuto do servidor.
O caso provoco, inclusive, grande repercussão em mídia nacional desde a denúncia, em 2024, situação que se repetiu após a demissão