
Marília - A Prefeitura de Marilia enviou para a Câmara da cidade projeto que extingue a Fumares (Fundação Mariliense de Recuperação Social) após 51 anos de atividade e polêmicas no atendimento a moradores em situação de rua na cidade.
O projeto justifica o fim da entidade pelo esvaziamento de atividades e compromissos. O último grande contrato da Fumares foi a gestão do sistema Bom Prato de refeições junto ao Governo do Estado. Porém, o próprio Estado mudou o modelo com gestão por organização social.
A prefeitura justifica ainda que novas diretrizes nacionais de assistência e desenvolvimento social exigiram as mudanças que esvaziaram a fundação.
O projeto, conduto, transição com 180 dias para transferência que passa, principalmente, por ajustes na Secretaria de Assistência.
Além disso, a grande área que a Fundação recebeu para suas atividades em 1974 ficou sem uso para ação social. Inclusive, já está em sistema de concessão para uso pela Fundação Casa e abria uma regional da instituição.

Era base na zona rural em que a Fundação oferecia abrigo e trabalho em serviços de horta e pecuária. Entretanto, o atendimento hoje ocorre pela Casa Cidadã com oferta de banho, alimentação, abrigo temporário e encaminhamento profissional.
A cidade tem até nova lei que prevê reserva de vagas de emprego a pessoas em situação de rua como forma de orientação profissional.
Nos 51 anos de atividade, a Fumares teve ainda polêmicas que vão de momentos de abandono a denúncias de agressões e violências a andarilhos e imigrantes.