
Marília - O incêndio que atingiu a Penitenciária de Marília na tarde da terça-feira (25), provocou sete mortes e deixou cinco pessoas em estado grave, mostra nota oficial da Prefeitura com base em dados da Saúde nesta quarta-feira.
Conforme o documento, os serviços oficiais atenderam 20 pessoas com lesões ou intoxicação pelo fogo em colchões.
Cinco mortes ocorreram ainda no presídio, em corredor da carceragem de inclusão, onde os detentos ficam após ingresso ou transferência para regime fechado.
A nota oficial revela quatro atendimentos no HC, com dois óbitos e dois graves; bem como três na Santa Casa, todos intubados.
Além disso, foram cinco casos na UPA Norte, dos quais quatro leves e um moderado e três na UPA Sul, todos leves.
A gravidade do caso e a repercussão levaram familiares de detentos tanto para a porta do presídio quanto para o HC.
A informação oficial da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) aponta responsabilidade de um detento pelo incêndio.
Porém não há detalhes sobre motivos ou como ele conseguiu iniciar as chamas.
Além disso, a nota oficial também não diz nada sobre número de agentes, estrutura de combate ao fogo e condições de segurança e ventilação no local.


A SAP abriu procedimento para apurar o caso. Veja nota oficial abaixo:
“A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) lamenta profundamente o incêndio ocorrido na tarde desta terça-feira (25), no setor de inclusão da Penitenciária de Marília, após um interno atear fogo em seus pertences.
Os policiais penais realizaram o primeiro combate às chamas até a chegada dos Bombeiros e das equipes do SAMU, que prestaram atendimento aos feridos. Ao todo, sete internos vieram a óbito em decorrência da inalação de gases tóxicos produzidos pelo incêndio proposital.
Outros sete seguem sob cuidados médicos. A SAP instaurou procedimento para apurar o caso e está em contato com as famílias das vítimas para prestar todos os esclarecimentos necessários”