A defesa do professor Rafael Salatini de Almeida, acusado de constranger alunos durante aulas na Unesp de Marília em caso que provocou sua demissão, anunciou que medida para reverter a medida.
Caso provocou manifestações de alunos até em oficina de faixas

Marília - A reitoria da Unesp publicou portaria que demite um professor do curso de Relações Internacionais em Marília alvo de denúncia de assédio moral e constrangimento em carta de estudantes com diferentes relatos.

A publicação enquadrou o professor Rafael Almeida no artigo 256 do estatuto de servidores, que prevê demissão por procedimento irregular, de natureza grave. Além disso em artigos do regimento interno da Universidade.

A portaria, contudo, não apresenta qualquer detalhe sobre a conclusão de processo administrativo contra o professor.

Uma mensagem do Diretório Acadêmico apresentou em maio do ano passado a denúncia com 44 nomes de alunos como vítimas das condutas

A acusação inclui 44 denúncias coletadas em manifestações dos alunos – muitas delas repetidas – sobre condutas em sala de aula. A repercussão chegou a uma oficina de cartazes com várias mensagens sbre o caso.

Os relatos envolvem simular cantadas, comparações com namorados de alunas ou chamar de ‘senhor’ uma moça que reagiu. Além disso, usar longos trechos de aulas para ‘ensinar’ sobre sexo e mais conversas indevidas.

Segundo a denúncia, as atitudes nas aulas criaram distuações que desconsideram “respeito e a dignidade”. Além disso, ” constrangimento e desconforto toram-se palavras de ordem”.

O documento cita situações como escolher uma aluna e dizer que vai “mostrar como ‘dar prazer a uma mulher’”

Alunas dizem que, em meio a uma aula sobre Organizações Internacionais, questionou se “em uma situação hipotética’ ficariam com ele.

O documento dizia ainda que não se pode mais “aceitar descaso”. A denúncia ganhou repercussão nacional.