Taxas de juros no crédito e cartão pressionam contas de famílias

As taxas médias de juros cobradas pelos bancos subiram para as famílias e caíram para as empresas em novembro, de acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta sexta-feira (26), pelo Banco Central (BC).

Nas operações de crédito livre, o destaque é avanço de 5,5 pontos percentuais em crédito pessoal não consignado, bem como 3,2 pp no cartão de crédito parcelado. Também houve aumento de 0,7 pp na taxa do cartão de crédito rotativo, chegando a 440,5% ao ano.

Essa última modalidade é uma das mais altas do mercado. Mesmo com a limitação de cobrança dos juros do rotativo, os juros seguem variando.

O crédito rotativo dura 30 dias e o consumidor contrai quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão de crédito. Ou seja, contrai um empréstimo e começa a pagar juros sobre o valor que não conseguiu quitar.

Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida do cartão de crédito, com a modalidade do cartão parcelado.

Já para o crédito pessoal não consignado, a alta dos juros em 12 meses chega a 7,3 pp.

No total, a taxa média de juros das concessões de crédito livre para famílias teve aumento de 0,9 pp em novembro. Assim, acumulam alta de 6,2 pp em 12 meses e chegando a 59,4% ao ano.

No caso das operações com empresas, os juros médios nas novas contratações de crédito livre tiveram redução de 0,6 pp no mês. Assim, acumulam aumento de 2,8 pp em 12 meses, alcançando 24,5%.