
São Paulo - A atriz Brigitte Bardot, ícone do cinema e ativista da causa animal e liberdade das mulheres, morreu aos 91 anos com história de arte, ousadia e controvérsias.
Ícone da sensualidade nos anos 1960, Bardot abandonou as telas no auge da fama. Em seguida, dedicou-se integralmente à defesa dos animais.
A Fundação Brigitte Bardot confirmou a morte neste domingo (28), contudo, não revelou a causa da morte.

Nascida em Paris, em 1934, Bardot tornou-se mundialmente reconhecida após o filme E Deus Criou a Mulher (1956), dirigido por Roger Vadim.
Ao longo da carreira, estrelou cerca de 50 produções, incluindo clássicos como A Verdade (1960), de Henri-Georges Clouzot, e O Desprezo (1963), de Jean-Luc Godard.
Nos anos 1970, Bardot decidiu se afastar do cinema. Aos 39 anos, fundou a instituição que se tornaria referência internacional na luta contra a crueldade animal.


Sua vida pessoal foi marcada por relacionamentos acompanhados pela imprensa. Essa postura reforçou sua imagem como símbolo de autonomia feminina.
Simone de Beauvoir resumiu o impacto da artista: “Ela faz o que lhe agrada, e é isso que perturba”.
Apesar do prestígio, Bardot também acumulou controvérsias. Suas declarações sobre imigração e islamismo resultaram em condenações por incitação ao ódio racial.