Um estúdio de tatuagem em Marília atrai público regional e de diferentes pontos do Estado em busca de artes com tradições milenares, técnicas com centenas de anos com uso de varas de bambu – o Tebori – e um jovem mariliense de sucesso por trás do trabalho, Rodrigo “Digo” Maldonado.

Aos 31 anos, Digo tem um portfólio com inspiração e orientação de tatuadores de atuação internacional, inclusive com assinatura em japonês.


São 14 anos dedicados à arte de tatuar, dez às tradições japonesas e três à prática do Tebori, uma técnica tatuagem feita de forma artesanal com varas de bambu.

“O Tebori apresenta vantagens como cicatrização mais rápida, processo menos invasivo e que em minha opinião tem um resultado até melhor em termos de cores e fixação do pigmento na pele”, explica.


O estúdio oferece as tatuagens em estilo old school norte-americano, além de desenhos mais comuns e comerciais, como flores e frases, mas é o respeito às tradições japonesas que mais impressiona.

O estúdio Purart, está localizado no coração da cidade –rua 4 de Abril com José de Anchieta - e é quase um santuário para estas tradições.

 Quadros, painéis, livros, grandes desenhos com propostas para quem pensa em preencher o corpo fazem parte da decoração além de imagens e outros símbolos da cultura japonesa.

“Muitas pessoas são inspiradas a ter tatuagens com tradicionais símbolos japoneses. Mas eles envolvem técnicas, combinações, estilos que têm base histórica. E o que se vê é muita gente com tatuagens que perdem o sentido, que descaracterizam personagens milenares”, conta Rodrigo.

Nascido em Marília, o tatuador tem inspirações internacionais para as pesquisas, como a pintura Ukiyo, estilo de produção artística típico do Japão.

“É possível personalizar alguns dos desenhos com movimentos, expressões, mas há elementos que não podem ser mudados, que envolvem significados, que é afinal o que as pessoas buscam quando escolhem as tatuagens”, explica Digo.

O respeito às tradições envolve desde a caracterização dos personagens até tipo de flores e animais usados nos desenhos.

O artista explica que tatuagens tradicionalmente tratam de referências pessoais mas o significado que as artes tradicionais japonesas carregam pode mudar se os desenhos forem alterados.

Assim, a pessoa pode buscar uma referência na escolha do desenho mas perdê-la em função das alterações que quiser fazer.



Com Digo @tattoodigo trabalham no estúdio os artistas; Erick Almeida @erickalmeidatattoo, especializado em técnica de realismo – como reprodução de rostos e fotos – e Carol Guido @carolguidopiercer, body piercer.


Além do estúdio em Marília, Digo divide com outros profissionais o Kokoro (significa "coração" no sentido sentimental "nunca o coração físico, em japonês), na rua Augusta em São Paulo, especializado em tatuagens com as tradições japonesas.

Você pode acompanhar as informações do estúdio pela página no Facebook, pla conta do Instagram - @purart_tattoo - ou diretamente no Purart, na rua 4 de Abril, 802, telefone 99640-0155.

Confira na galeria imagens do trabalho realizado e do estúdio.