Giro Marília -Greve nacional da Educação terá paralisações e manifestação em Marília

Abraham Wientraub, ministro da Educação, durante encontro com jornalistas nesta terça

Um ato público com de educadores dos diferentes níveis de ensino vai marcar nesta quarta-feira a participação de Marília na Greve Nacional da Educação convocada para protestar contra cortes no setor com redução de recursos para universidades públicas e cortes em bolsas de pesquisa.

Uma assembleia na noite desta segunda-feira definiu a participação de professores da Unesp, que devem aderir à proposta de paralisação e suspender atividades, além de participação na manifestação.

Há convocações para paralisações de professores na rede estadual, além de educadores da cidade que devem participar de uma grande manifestação da Apeoesp em São Paulo.

A concentração de Marília deve acontecer a partir de 16h na ‘ilha’ da avenida Tancredo Neves, próxima ao Terminal Rodoviário Urbano. Professores da Unesp programam uma concentração às 14h na universidade e uma ‘marcha’ em grupo até o centro da cidade. Há previsão de participação de estudantes de alguns dos cursos, além de grêmios de escolas estaduais.

O protesto é o ponto alto de críticas ao setor que começaram ainda na gestão do ex-ministro Ricardo Velez, protagonista de demissões em segundo escalão, conflitos com diferentes segmentos do setor e deslizes que provocaram um rápido desgaste. Em 8 de abril ele foi trocado por Abraham Weintraub, que jogou gasolina na fogueira dos debates ao discutir esvaziamento de cursos como sociologia e filosofia no nordeste.

Mas a polêmica ganhou manifestações nacionais com anúncio da redução de orçamento em universidades, seguida por cortes de bolsas de pesquisa. O governo anunciou primeiro cortes de 30% nos orçamentos da UnB (Universidade de Brasília), UFBA (Universidade Federal da Bahia) e UFF (Universidade Federal Fluminense). Em seguida estendeu os cortes a outras universidades federais. 

O Ministério da Educação (MEC) solicitou o apoio da Força Nacional para evitar danos ao patrimônio e aos servidores por conta da greve nas universidades marcada para amanhã. Nesta manhã, já há homens da Força Nacional na portaria do ministério e também um ônibus da corporação.


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