Giro Marília -Cidades menores inflam suicídios na região; Marília busca taxas de 2016

Dados divulgados pela Fundação Seade, o maior banco de estatísticas do Estado, mostra que até 2016 a taxa de suicídios na região de Marília é elevada por influência dos casos em cidades menores e revelam ainda que naquele ano Marília teve uma das menores índices do Estado

Os números superam as últimas estatísticas divulgadas, que colocavam a região de Marília como a segunda do Estado em número de mortes por suicídio. Os dados da Fundação Seade ainda ignoram estatísticas de 2017, quando houve alta – inclusive em Marília – e 2018, com queda.

Sem estes dados, não é possível fazer a comparação com outras regiões, mas já há condições de acompanhar a evolução de estatísticas da cidade que mostram taxas a serem alcançadas na prevenção.ç A de 2016 é a meta atual, já que registoru menor índice dos últimos anos. A região administrativa é a quarta, melhoria de duas posições na tabeçla, mas ainda com índices altos.



Mas mesmo no ano de aumento, os números da cidade ficaram abaixo das taxas gerais na região. O índice considera o número de suicídios por grupos de cem mil habitantes.

Por estes dados, a Região Administrativa de Marília, que tinha índice de 8,6 até 2014, chega a 2016 com taxa de 7,35. Marília naquele ano registrou 3,54. Ocauçu atingiu 24,3; Garça teve 18,73 e Vera Cruz 9,43.

Contabilidade da Secretaria da Saúde informada ao Giro Marília, mostra que em 2015 a taxa na cidade foi de 6,68. Em 2017, com 18 mortes, a taxa ficou em 5,14, ainda menor que a de 2015. Em 2018 foram 17 casos e a taxa ficou em 4,85.



Com 12 casos registrados, Marília tem em 2019 uma taxa de 4,8, embora em números absolutos o volume de suicídios esteja mais alto que o do ano passado. A média de 2018 foi de 1,4 casos ao mês enquanto 2019 começa com média de 3 casos por mês.

Além de serviços públicos de atendimento à saúde mental, que prestam atendimento em casos de depressão, a cidade conta com uma crescente rede de discussão e atendimento à prevenção em casos de suicídios.

Iniciativas isoladas em diferentes organizações, palestras, formação de grupos de acolhimento e mais recentemente a articulação de instalação do CVV (Centro de Valorização da Vida) tentam conter números de suicídios na cidade.

As USFs (Unidades Saúde da Família) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde) contam ainda com atendimento em saúde mental. Quando indicado, o usuário do SUS também tem acesso a psiquiatras por meio ambulatório de saúde mental da Famema, Policlínica e do ambulatório da Unimar.

Marília tem ainda os Caps Com-Viver e Catavento, respectivamente com 275 adultos e quase 200 crianças e adolescentes. São “portas-abertas” na rede SUS, ou seja, não necessitam de encaminhamento de outras unidades, basta comparecer para o acolhimento, às 07h, de segunda a sexta-feira.

O Caps Com-Viver está localizado na rua Marques de São Vicente, 322, bairro Maria Izabel. O telefone é o (14) 3434-2037. Já o Catavento fica na rua Alcides Nunes, 1.100 (atrás do Lar Amelie Boudet). Mais informações pelo (14) 3451-1660.


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