Giro Marília -Cientistas dos EUA e Argentina pesquisam fósseis em museu de Marília

Cientistas da Argentina e dos Estados Unidos participam até a próxima sexta-feira de um trabalho para remover sedimentos e classificar fósseis encontrados recentemente em um sítio paleontológico na região. O material deve ficar na cidade e será preparado e incorporado ao acervo de Marília.

O paleontólogo Willian Nava, servidor da Secretaria Municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico, organizou a expedição em parceria com o pesquisador Luis Chiappe, do Dinosaur Institute, do Natural History Museum of Los Angeles, nos EUA.

As escavações aconteceram em Presidente Prudente, próximo a uma movimentada avenida. Os achados foram registrados pela técnica e ilustradora científica Stephanie Abramowicz, que também faz parte do museu norte-americano.

A dupla já esteve em Marília em 2017, na época em que foram feitas as primeiras expedições no sitio paleontológico, considerado um dos maiores do planeta em fósseis de aves do período cretáceo – cerca de 70 milhões de anos atrás.

Também participaram da nova escavação os paleontólogos Augustin Martinelli e Jonatan Kaluza, além do técnico Guilhermo  Aguirrezabala e do doutorando Sebastian Rozadilla. Eles atuam pelo Museu de Ciências Naturais “Bernardino Rivadavia”, em Buenos Aires.

Nava destaca, entre as descobertas, algumas que chamaram a atenção. “Encontramos alguns fragmentos de crânio, com dente inclusive. São fósseis muito importantes desse grupo de aves, que enriqueceram a pesquisa científica mundial sobre esses animais”, disse o pesquisador.

Os cientistas ainda não têm como responder se as aves são “parentes próximas” de alguma variedade ainda existente, mas acreditam que os animais viveram na região na mesma época em que alguns dinossauros que tiveram fósseis localizados, com acervo no museu mariliense.


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