Giro Marília -Comandante Cristal, arrolada pela defesa, depõe na CP da Carteirada em Marília

A tenente-coronel Marcia Cristina Cristal Gomes, comandante licenciada do 9º Batalhão da Polícia Militar em Marília, prestou depoimento na Câmara de Marília nesta segunda sobre a denúncia de carteirada no trânsito de Marília arrolada como testemunha de defesa da vereadora Professora Daniela.

A vereadora é acusada de quebra do decoro parlamentar ao procurar apoio da comandante para barrar a apreensão de seu carro durante uma fiscalização. O sargento Alan Fabrício Ferreira, que fez a apreensão, acabou afastado do trânsito após o caso, função para a qual acabou reintegrado.

Cristal disse que recebeu uma chamada à 1h22 do dia 16 de agosto em ligação para um número corporativo da PM que é deixado à disposição do comando do Batalhão e atendeu o caso por se tratar de uma demanda de morador a um número oficial da corporação.

Disse que procurou informações sobre a operação e depois entrou em contato com o sargento Alan Fabrício Ferreira, que comandou a blitz em que o carro da vereadora, um Fusion 2008, foi apreendido por circular com documento vencido e pneus considerados irregulares.

O comandante não comentou detalhes do áudio da conversa com o policial porque a gravação é parte de um inquérito policial militar e que os documentos podem ser pedidos à Polícia.

Mas afirmou que a conversa durou sete minutos e foram divulgados apenas cinco minutos da gravação.

Disse também que após assumir o comando da PM na cidade teve encontros com diferentes lideranças, incluindo vereadores, e por alguns deles têm o número corporativo de contato.

Em perguntas dos advogados que a acompanhavam, disse ter se preocupado com eventual situação de prevaricação se ignorasse uma demanda de morador relacionada a uma operação policial.

A sessão teve ainda alguns momentos de polêmica na leitura e revisão da ata, com pedidos de alteração de conteúdo. Os advogados da comandante pediram que fosse incluído o depoimento na íntegra, que teria sido gravado pela Câmara.

Ainda durante a sessão foram apresentados documentos de ausência de dois oficiais arrolados para depoimento mas que não puderam comparecer. Os dois estariam em viagem fora do Estado. A comissão rejeitou pedido de espera em função do prazo limitado para a investigação.


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