Giro Marília -Prefeitura parcela dívida com Monte Azul e paga Peralta fora de ordem

A Prefeitura de Marília fechou em 2018 e divulgou nesta quinta-feira um acordo para rescisão amigável do contrato de coleta de lixo firmado com a Monte Azul Engenharia e que deveria ser executado até agosto deste ano.

Com a medida, a prefeitura assumiu também uma dívida que vai pagar em prestações até dezembro de 2020. O valor total da dívida assumida não foi divulgado, nem o valor das parcelas ou forma de correção monetária.

A administração não divulgou dados do contrato no portal da transparência, não há empenhos em nome da Monte Azul em 2019 e a administração respondeu ao Giro Marília que “não vai se manifestar sobre o assunto”.

A dívida milionária com a Monte Azul provocou no final do ano passado um caos na coleta de lixo depois que a empresa suspendeu atividades em 1º de dezembro por causa dos calotes.

Daniel Alonso fez um contrato de emergência com a empresa Peralta Ambiental, de Santo André, sócia da Monte Azul nos serviços de limpeza em algumas cidades, como Lins.

O contrato para rescisão amigável e parcelamento da dívida foi publico no Diário Oficial desta quinta-feira (14). Nesta sexta (15), a prefeitura divulgou um pagamento fora da ordem cronológica – à frente de contratos mais antigos – para repassar R$ 1.608.589,25 à Peralta pelos serviços de coleta e transbordo.

Mas a terceirização não resolveu a crise do lixo. A previsão de coleta em três dias da semana em todos os bairros não foi cumprida. O resultado é que a cena de ruas com sacos amanhecendo nas calçadas e lixeiras voltou a se tornar comum em Marília.

A Prefeitura abriu uma licitação para contratar nova empresa de coleta mas a concorrência foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado.

Daniel também abriu uma concorrência para um contrato de concessão por 30 anos para serviços de processamento e transformação do lixo em gás, mas outra vez o procedimento teve que ser suspenso por ordem do Tribunal de Contas.


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