Famema avança em contratação de projetos para campus em Marília

Marília - A Famema (Faculdade de Medicina de Marília) prevê fazer às 8h30 desta segunda-feira, dia 29 de dezembro, a abertura de propostas para contratar projetos técnicos do campus próprio da instituição que, aliás, vai completar 60 anos de fundação no dia 19 de janeiro.

O processo, que está em segundo edital após cancelamento do primeiro, chega ao final do ativo e como destaque na página de licitações da instituição.

Assim, mais que uma obra pública de relevância, os projetos encaminham uma mudança histórica para a instituição e até para urbanização na cidade.

Envolve um contrato de até R$ 3,7 milhões apenas para a produção dos planos de implantação do prédio. Além disso, prevê a ocupação de grande área da união que está há décadas sem utilização entre a avenida Tiradentes e a avenida das Esmeraldas.

Atualmente a Famema funciona com dois prédios isolados e alto custo de aluguel. A instituição, aliás, acaba de encerrar outra licitação, para investir pouco mais de R$ 500 mil na manutenção dos prédios que não são seus.

Famema avança em contratação de projetos para campus em Marília
Famema avança em contratação de projetos para campus em Marília
Nova estrutura

O estudo técnico prevê construção de oito blocos de atividades com diferentes estruturas e, assim, implantar 35.692 m² de área construída.

  • Bloco 1 – Ambulatório Didático;
  • Bloco 2 – Administrativo;
  • Bloco 3 – Anfiteatro;
  • Bloco 4 – Acadêmico;
  • Bloco 5 – Biblioteca;
  • Bloco 6 – Serviços;
  • Bloco 7 – Quadra Poliesportiva;
  • Bloco 8 – Estacionamento e Guarita Central.
Grandes planos, algumas polêmicas

E mesmo com todas as boas perspectivas que a contratação representa, a medida passa longe de fugir de polêmicas e contestações.

A faculdade enfrenta dificuldades em contratar docentes por concursos que oferecem salários muito baixos.

Há, inclusive, situações em que exige doutorado para professores de cirurgia que vão receber menos que qualquer cargo de nível superior em agências de serviços.

Além disso, a falta de um plano de carreira afasta docentes e há pelo menos três anos espera votação de um projeto na Assembleia legislativa.

Desde a estadualização, em 1994, a Famema espera a medida que diferentes governadores só arrastaram.

Em meio a esses conflitos, a instituição avança na criação de um novo curso, de Psicologia.