Defesa da Mulher tem recorde de casos em Marília e Garça em novembro

Marília - As unidades de DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) em Marília e Garça registraram recorde de inquéritos em novembro de 2025, último mês de atualização de estatísticas, com dados que mostram novo perfil da reação contra a violência de gênero e doméstica.

Em Marília, o mês contabilizou 153 inquéritos neste ano, mais que todos os meses anteriores desde levantamento em 2023. O crescimento não é fato isolado, a cidade teve 1.189 inquéritos em 11 meses, mais que os 1.118 dos 12 meses no ano anterior.

A delegada Darlene Rocha Costa Tozin, titular na DDM de Marília, destacou operações especiais de investigação, bem como novos focos.

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MARÍLIA20241041208875881008410311862110661.118

Ela destaca que parcela significativa dos inquéritos envolve casos de violência doméstica. “O que demonstra que esse tipo de crime ainda se manifesta, em grande medida, no âmbito familiar.” Segundo a delegada, o compromisso é assegurar que toda vítima receba acolhimento.

Garça

Em Garça foram 57 casos, número que, aliás, representa mais de 20% de todos 275 registros do ano naquela cidade.

O número é maior que o volume de casos em todos os meses deste ano e de 2024, que inclusive teve 32 inquéritos em novembro.

Para a delegada Renata Ono, as medidas protetivas de urgência oferecem um instrumento fundamental para o combate à violência doméstica e familiar.

“Por isso é muito importante a denúncia, o registro do boletim de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha.”

Ela destaca a violência contra a mulher tem muitas especificidades que provocam impactam social além do viés de segurança.

‘Rosto, nome, história’

“É rosto, nome, história interrompida. É o medo que se esconde atrás de portas fechadas, o silêncio imposto pela vergonha e pela dependência. A dor que muitas vezes não deixa marcas visíveis, mas destrói por dentro.”

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GARÇA20254218104024233131125570275
GARÇA2024331241203313172624253218294

A delegada destaca que entre os casos encontrou muitas mulheres fortes e capacitadas que acabam, contudo, em uma trama de relação pessoal e violência.

“A violência quase nunca começa com o tapa, o soco. Começa com o controle, com a humilhação, com o isolamento, com a culpa jogada sobre quem sofre. Quando a agressão física aparece, o terreno já está devastado.