
Marília - Dez dias depois de cometer duplo homicídio em Marília, Umberto Muniz de Melo, acusado de matar a ex-mulher e seu namorado a tiros, aguarda tramitação em presídio de Iperó, a 330km de distância, e com caso em muito sigilo.
Umberto responde pela morte da ex-mulher, Maria da Glória Lima Xavier e Jaelson da Hora Silva que trabalhavam na empresa como agenciadora e motorista.
O presídio onde está oferece duas unidades, inclusive uma APA (Ala de Progressão Penitenciária), onde provavelmente ele estaria. Relatório da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) com dados de 8 de janeiro mostra 258 em custódia para espaço de 221 vagas,
A situação, aliás, é ainda pior no regime mais rigoroso da unidade. a SAP indicava em oito de janeiro 2.949 pessoas em prédio com 1.630 vagas.
Antes de ir para Iperó, passou alguns dias na penitenciária de Itapetininga, com níveis semelhantes de ocupação das vagas

Prisão na rodovia
Apesar do crime em Marília, a prisão pela Polícia Rodoviária na base de Boituva teve registro de Tatuí e encaminhamento do suspeito naquela região.
Também começou por lá a tramitação da prisão em flagrante, com custódia e encaminhamento da investigação.
E há poucas informações na cidade. Algumas delas em depoimento do acusado a que o Giro Marília teve acesso. Ele confessou o crime e detalhes dos tiros.
Contudo, o fato de ele estar preso deve acelerar medidas do procedimento até a eventual denúncia pelo Ministério Público. E a tramitação natural do caso deverá ser em Marília.

O crime
Os dois chegavam à garagem em ônibus que saiu de Tupã esteve, conforme o depoimento, calmo e longo período de perseguição.
Da mesma forma, Umberto disse que desceu de seu carro – uma picape S10 – e fez cinco disparos. Voltou ao veículo e pretendia chegar a São Paulo, depois Curitiba.
Disse aos policiais que estava ‘muito constrangido’ depois que a mulher deixou o casamento de 19 anos.