Movimento de famílias vítimas de violência pede justiça em caso de Promissão

Marília - A campanha por justiça na morte de Katrina Bormio Silva, a menina de 16 anos morta por tiros de um delegado em Promissão, ganhou apoio do movimento União das Vítimas que há mais de 20 anos une famílias atingidas em casos de violência

É um apoio de repercussão por movimento que já atendeu famílias em casos como os da menina Eloá e Eliza Samúdio,

A adesão oferece diferentes formas de suporte e apoio. Um deles foi grupo de voluntários nas ruas para manifestação pública em São Paulo no dia 13 de dezembro, mas não parou aí.

Katrina está no site do movimento com foto e apresentação no site do movimento. Além disso, a mãe de Katrina – Sabrina Silva – e até a advogada da família – Paola Ruiz – receberam certificados pela atuação contra violência.

Rede de apoio

O movimento tem atuações como de Beto Vaz, pai de Victoria, a ‘menina dos patins’ que morreu aos 12 anos em Araçariguama.

O caso, aliás, teve quatro condenações. Uma frase de Beto para resumir a sensação teve grande repercussão: “a condenação não é cura, mas é remédio”.

Movimento de famílias vítimas de violência pede justiça em caso de Promissão
Movimento de famílias vítimas de violência pede justiça em caso de Promissão

O movimento também aproximou Sabrina de Karin Aranha, mãe do menino Adam, que o pai levou para o Egito e criou caso de repercussão internacional.

“São pessoas incríveis, de muita fé, parceria. A sensação é de acolhimento em uma família rica em amor e afeto”, disse Sabrina.

Luana, mãe da menina Lara Maria, morta aos 12 anos em Francisco Morato, virou outra apoiadora. A corrente tem mais gente e, inclusive, deve promover mais uma manifestação ainda neste ano

Casos na Justiça e Segurança
Movimento de famílias vítimas de violência pede justiça em caso de Promissão

Ela atua por duas medidas no caso: a condenação criminal e a demissão do delegado Vinícius Martinez, autor dos disparos, que segue na ativa.

Ele morava em Marília quando efetuou o tiro que matou Katrina, hoje vive em Assis e é delegado em Ourinhos.

A Justiça de Promissão já mandou o caso ao Júri Popular, porém, o delegado recorreu. Já o processo administrativo, sigiloso, já tem relatório sobre a conduta do delegado.

Nas duas situações, os casos andam mais lentos, por exemplo, que o do soldado Morani Rosa, que matou o técnico Hamilton Ribeiro Júnior no rodeio de Marília. O PM já teve demissão, está preso desde os disparos e deve ir a Júri em maio.