Operação Synthlux contra tráfico pode ter primeira audiência após dois anos

Marília - A 1ª Vara Criminal pode agendar nos próximos dias a primeira audiência de instrução e depoimentos sobre a Operação Synthlux que investiga organização de tráfico de drogas em Marília, três anos depois do início das investigações e dois anos após a denúncia formal.

A juíza Josiane Patricia Cabrini Martins Machado espera, apenas, confirmação de que todos os réus apresentaram respostas à acusação. “Estando em termos, tornem os autos conclusos para designação de audiência de instrução e julgamento.”

Por mais rápida que a medida seja, não deve provocar agendamento antes do recesso judicial, que começa em 20 de dezembro. Assim, a data deve aproximar ou passar o aniversário do relatório final da Polícia Civil sobre o caso, de março de 2024.

Operação Synthlux contra tráfico pode ter primeira audiência após dois anos
Investigação monitorou venda de drogas até pelos Correios: Operação Synthlux deve ter audiência

A denúncia que transformou todos em réus faz dois anos em abril de 2026. Estão todos soltos, mas com medidas cautelares e até bens apreendidos.

Aliás, no mesmo despacho em que projeta a primeira audiência, a juíza nega a devolução de um carro ao principal réu, F.S.G, acusado de liderar o grupo.

O caso virou destaque nacional com o maior inquérito e um processo criminal com 28 réus, inclusive em diferentes cidades e classes sociais.

Aliás, o poder aquisitivo de alguns deles deu nome ao procedimento, que une informação sobre drogas sintéticas e luxo dos acusados.

A apuração provocou uma grande operação em cidades de São Paulo e até fora sob coordenação da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Marília.

Além disso, provocou pelo menos mais 11 procedimentos judiciais com recursos, pedidos de buscas e diferentes manifestações dos réus. Todos estão apensos ou unificados ao principal