
Marília - Representação da Polícia Civil para prisão preventiva de Alan Rodrigo Santana Correa, 43, acusado por feminicídio contra Vanessa Anizia Silva Carvalho, 43, relata “extrema violência” bem como “desprezo pela vida” em Marília.
Vanessa era técnica em enfermagem, bombeira civil, mãe e avó e, há pelo menos cinco anos, tinha relacionamento com Alan.
O documento é a penúltima etapa do registro de prisão de Alan, que escapou do flagrante pela morte de Vanessa, mas responde por ocultação de cadáver. O caso envolve ainda registro de violência doméstica.
O delegado Wanderley Gonçalves dos Santos assinou o documento. Aliás, um registro às 19h41 do dia 25, quase 36h após a morte de Vanessa e pouco depois da prisão. Veja os detalhes
O flagrante
O delegado destaca que o feminicídio ocorreu entre a madrugada e manhã do dia 23, ou seja, já sem situação de flagrante do crime. Todavia, justifica flagrante de ocultação. E detalha:
- Transportou o corpo em seu veículo, bem como descartou em uma bacia de contenção de chuva em Vera Cruz
- Cobriu com capim seco de modo a ocultá-lo e, além disso, manteve a ocultação por vários dias

A prisão preventiva
O relatório detalha situações de Direito para a prisão, como prova da materialidade – houve crime -, da autoria – o réu confessou -.
Registra ainda necessidade de garantia de ordem pública, de importância para apuração do crime e, ao final, garantia de aplicação da lei contra eventual fuga.
Defende, principalmente, garantia da ordem pública pelos indícios de periculosidade no caso.
- Pela extrema violência contraa companheira
- Tentativa deliberada de ocultar o corpo
- Limpeza do veículo para ocultar vestígios
- Destruição ou descarte da arma utilizada
- Fuga e deslocamento contínuo para evitar a prisão
Assim, de acordo como delegado, demonstrou “completo desprezo pela vida humana e pela ordem jurídica.
O documento já chegou à Justiça, porém, o caso tramita em sigilo e, além disso, em função dos feriados, não teve qualquer publicação oficial.