Economia

Tarcísio defende privatização do porto de Santos em encontro com Lula

Tarcísio defende privatização do porto de Santos em encontro com Lula


Tarcísio Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, se encontrou nesta quarta-feira (11) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a reunião, Freitas defendeu o processo de privatização do porto de Santos.

Segundo fontes próximas ao governador, Lula afirmou não ter “dogmas” sobre a privatização do porto, porém quer avaliar a situação antes de qualquer ação. O governador, entretanto, disse que estaria aberto para outros processos de desestatização da região portuária.

Enquanto ministro da Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro (PL), Freitas defendeu a privatização. Após sua posse para o comando do estado de São Paulo afirmou que “não iria desistir” da privatização, e afirmou que o modelo seguido seria próximo ao do sistema de distribuição elétrica.

A proposta de Tarcísio prevê investimentos privados de pelo menos R$ 30 bilhões, e deve transferir o poder da estatal que administra o local para o vencedor do leilão

O encontro aconteceu após a reunião de todos os 27 governadores dos estados brasileiros para a discussão sobre os atentados em Brasília, nesta segunda-feira (9). Tarcísio é a primeira liderança de estado próxima ao ex-presidente Jair Bolsonaro a se encontrar exclusivamente com Lula.

O presidente postou sobre o encontro em suas redes sociais. “Na campanha, falei que respeitaria e trabalharia com todos os governadores, pelo bem do Brasil. É o que estamos fazendo”, afirmou o petista.

O projeto defendido pelo ex-ministro foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), porém foi adiado para dezembro. Com a posse de Lula, a instauração da privatização estava incerta, já que o petista se posicionou contra a gestão privada de certas estatais.

Durante a reunião estavam presentes os ministros Alexandre Padilha, das Relações Institucionais e Rui Costa da Casa Civil, além do secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab.

Fonte: IG ECONOMIA