Economia

Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Americanas

Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Americanas


pedido de recuperação judicial da Americanas foi aceito pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (19). O juiz, Paulo Assed Estefan, deu um prazo de 48 horas para a empresa apresentar uma lista com todos seus credores e detalhes de seu endividamento. 

Em seu pedido, a companhia declarou uma dívida de R$ 43 bilhões, o dobro do estimado inicialmente. Também foi apresentando aproximadamente 16.300 credores da empresa. 

Mais cedo, a Americanas afirmou que havia apenas R$ 800 milhões no caixa, e que grande parte estava “injustificadamente indisponível para movimentação”. 

O juiz decidiu que os bancos devem cumprir a decisão da última sexta-feira (13), no qual suspende a cobrança de qualquer dívida da empresa por 30 dias. Credores da companhia como o BTG Pactual recorreram à justiça contra a liminar.

No entanto, a Americanas afirma que bancos como Votorantim, Bradesco, Safra e Itaú não cumpriram a medida, e descontaram os valores das contas correntes da empresa. 

“Trata-se de uma das maiores e mais relevantes recuperações judiciais ajuizadas até o momento no país, não só por conta do seu passivo, mas por toda a repercussão de mercado que a situação de crise das requerentes vem provocando e, por todo o aspecto social envolvido, dado o vultoso número de credores, de empregados diretos e indiretos dependentes da atividade empresarial ora tutelada, bem como o relevante volume de riqueza e tributos gerados”, entendeu Estefan. 

A recuperação judicial funciona como instrumento jurídico para empresas em crise financeira. A ideia é encontrar uma maneira de fazer um acordo entre a empresa e todos seus credores (aqueles que fazem empréstimos à companhia), tudo supervisionado pela Justiça.  Entenda como funciona a ferramenta jurídica.

Fonte: IG ECONOMIA