Giro Marília -Falta de estrutura para atletismo no Pedro Sola repercute menos de um ano após reforma

Sarrafo improvisado, colchão danificado; o dia a dia dos atletas em Marília - Reprodução Record Esportes

Está nos programas regionais de televisão, está nas redes sociais, está nas páginas de atletas. Menos de um ano após uma fase de reformas, o estádio varzeano Pedro Sola, na zona oeste da cidade, coleciona problemas, falta de equipamentos e danos.

Parte do problema mostrados nas reportagens e publicações é falta de investimento público. Equipamentos velhos, falta de reposição, pista com buracos, mato alto e problemas com limpeza.

Outra parte é a péssima conduta de moradores e vandalismo protegidos pela falta de vigilância. Lixo espalhado, vidros quebrados, gaiola de lançamento danificada oito meses após troca de material.


Há casos vexatórios, como um colchão usado para saltos em altura ou com varas e que está desmanchando. Um amontado de espumas danificadas e com a capa quase toda perdida protege os atletas em formação na cidade.

O sarrafo – a barra de medição a ser superada pelos atletas – quebrou faz tempo, é usada uma vara de forma improvisada.

Por vandalismo ou não, a gaiola de onde saem lançamentos de material pesado, como discos ou martelos, tem vários buracos nas proteções laterais.

Já os buracos na pista são problemas que se repetem, que já existiam antes da reforma do ano passado e voltaram a aparecer. Uma promessa de pista emborrachada nunca saiu do papel.

As reportagens mostram ainda que a prefeitura anunciou previsão de algumas licitações e investimentos e que o calendário esportivo da cidade vai começar agora com a definição de medidas.

A administração informou ainda que vai apurar alguns casos suspeitos, como os danos na gaiola, feita de material pesado para resistir aos impactos e que teve rápida deterioração.

E mais uma vez a briga dos atletas tem uma voz: Luiz Carlos Albieri, o Esquilo, técnico responsável pela formação de grandes nomes. Pelo menos oito olímpicos e paralímpicos brasileiros com medalhas passaram por ele, que hoje acompanha atletas locais que são promessas no esporte.

“Alguma coisa a gente tem por que compra do bolso”, disse Albieri sobre as novas críticas. Um relato que, assim como o problema, não é novidade.