Giro Marília -Médico é acusado de quebrar perna de bebê durante o parto

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Reprodução/Facebook
Família acusa médico de quebrar perna de bebê durante o parto no Pará

No Pará , uma família acusou um médico de ter quebrado a perna de um bebê durante o parto , no hospital da Ordem Terceira, em Belém . As informações são do portal UOL.

De acordo com o site, Patrícia Ferreira deu entrada no hospital no último domingo (18) e, na situação, mesmo sendo indicada uma cesárea, foi forçada ao parto natural. "Quando começou a dar as dores (sic) ela mostrou o ultrassom que tinha. No exame, o bebê estava sentado e de costas, mas mesmo assim fizeram o parto normal", contou Valério Lima da Silva, cunhado da mulher. 

"Depois que ela nasceu, falaram para gente que o parto tinha sido difícil e que tinham deslocado a perna dela, mas só depois ouvimos comentários dos enfermeiros dizendo que a perna dela estava quebrada", continuou.

De acordo com o UOL, o recém-nascido foi transferido para a UTI e intubado. Somente à noite, segundo o tio, o pai conseguiu visitá-la e viu que a perna da bebê estava imobilizada . O cunhado relatou que muitos pacientes do hospital ficaram revoltados com o caso, e incentivaram a família a exigir explicações. Nesta terça-feira (20), o pai da criança foi até a polícia para registrar uma ocorrência sobre o fato.

Posicionamento do hospital

Em nota, o Hospital Ordem Terceira disse que a paciente evoluiu para parto normal, com apresentação pélvica de difícil extração, e que foram feitas as manobras necessárias para facilitar a extração mais rápida, pois o feto já estaria apresentando bradicardia (diminuição da frequência cardíaca).

De acordo com o diretor do hospital, Rodolpho Fiúza de Moraes, mesmo com a indicação de uma cesárea , a situação do paciente pode mudar no momento do parto. Ele ainda disse que todas as medidas executas foram com o intuito de salvar as vidas da mãe e do bebê.

"O líquido da bolsa já estava escuro, o que indicava que o feto estava em sofrimento. No momento da avaliação, o médico achou por bem fazer a manobra, porque não poderia perder entre 15 e 20 minutos para preparar a paciente e a sala de cirurgia. No momento da manobra corre o risco de haver fratura, porque é feito um giro do feto, mas não é intencional. Quando o médico explicou para paciente, ela entendeu e até agradeceu", contou.

Em relação ao fato da criança ter sido encaminhada à UTI, Rodolpho explica que ela teve uma parada cardíaca durante o parto, precisando ser reanimada. "Qualquer paciente que tem uma parada cardíaca tem que ficar de observação na UTI, mas ela não corria risco de morte. Hoje já foi extubada e passa bem", concluiu.


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