Giro Marília -Por chuvas, nove pessoas morreram e 8 mil estão desabrigadas no Espírito Santo

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Em boletim divulgado na manhã deste domingo (26) a Defesa Civil do Espírito Santo atualizou para 8.167 o número de pessoas  desabrigadas no estado por causa das chuvas. Nove pessoas, duas delas crianças, morreram. Outras três estão desaparecidas no município de Castelo.

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No boletim das 6h deste domingo, eram 5.188 pessoas fora de casa, mas o número aumentou expressivamente depois da contabilização de vítimas na cidade de Alegre e atualização nas demais cidades.

Segundo o órgão, são 5.318 moradores desalojados e outros 2.849 desabrigados por causa dos alagamentos e deslizamentos de terra nas cidades mais afetadas. A chuva atinge o estado desde 17 de janeiro. O governo federal reconheceu o decreto de estado de calamidade pública para quatro municípios: Iconha, Alfredo Chaves, Vargem Alta e Rio Novo do Sul.

No sábado, dia 25, duas crianças morreram soterradas, uma em Iúna, na região do Caparaó Capixaba, e a outra em Conceição do Castelo.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, sobrevoará as regiões mais afetadas no estado neste domingo. O governador capixaba, Renato Casagrande (PSB), diz esperar que o governo federal participe do processo de reconstrução de estradas e pontes em municípios capixabas que foram fortemente atingidos pelas chuvas nos últimos dias.

"Vamos estar com o ministro Canuto e depois desse sobrevoo vamos fazer uma reunião de trabalho. O governo federal já está nos acompanhando desde a semana passada e tenho certeza que será nosso parceiro na reconstrução do estado", afirmou o governador capixaba em entrevista à Globonews no sábado.

Além da reconstrução de pontes e rodovias, Casagrande disse que será preciso investir na construção de habitações no Espírito Santo . Ainda não há estimativa do valor que terá que ser investido nestas obras.

"Neste momento estamos dando apoio emergencial. Temos que entregar kits de higiene, alimento, colchão, material necessário para as pessoas sobreviverem fora de suas casas. A sociedade capixaba tem sido muito parceira", destacou o governador.

O Estado também avalia a possibilidade de postergar a cobrança de ICMS - o principal tributo cobrado por governos estaduais - de comerciantes que foram afetados pela chuva. Segundo Casagrande, o governo pode até devolver dinheiro para os empresários que já efetuaram esse pagamento.

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Municípios mais atingidos

Sete pessoas morreram no primeiro fim de semana após o início das chuvas forte no Espírito Santo. As mortes por causa do temporal aconteceram em Alfredo Chaves e Iconha.

De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil do estado na manhã deste domingo, as cidades de Baixo Gandu, Colatina, Venda Nova do Imigrante e Domingos Martins foram as mais atingidas pelas chuvas no estado nas últimas 24 horas.

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) elevou o status de operação do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) para alerta máximo em decorrência das chuvas que atingem as regiões Sudeste e Centro-Oeste do país. A medida motiva pelo grande número de alertas de nível elevado de desastres naturais emitidos nesta sexta-feira.

Segundo o Cenad, as áreas mais afetadas pelas chuvas e acúmulo de água são o Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal. A previsão é que o mau tempo continue neste fim de semana.

Em novembro, fortes chuvas causaram a morte de duas pessoas e deixou mais de 500 fora de casa no Espírito Santo.

Risco de rompimento de barragem

A Prefeitura de Alegre e o governo do Espírito Santo emitiram um alerta de rompimento da barragem Francisco Gross, mais conhecida como barragem São João, no município. Moradores dos distritos de Placa e Rive precisaram deixar suas casas na noite deste sábado. O aviso ainda é mantido para este domingo.

Alegre é um dos municípios do Espírito Santo mais afetados pelas últimas chuvas. Desde sábado, os bombeiros vêm atuando para chegar até comunidades afetadas pela chuva e resgatar pessoas ilhadas, como já ocorreu no distrito de Rive.

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"Não há como fazer o monitoramento remoto da barragem. Ao invés disso, a empresa preferiu afirmar que pode haver o rompimento, por isso a prefeitura orientou que todos os moradores próximos saíssem de casa, pois caso haja o rompimento, não haja mais mortes do Espírito Santo", explicou o tenente-coronel Carlo Wagner, do Corpo de Bombeiros.