Giro Marília -Matra projeta gastos de até R$ 61 milhões com novo prédio da Câmara

Uma cálculo com projeção de gastos e correção monetária produzido pela Matra (Marília Transparente) aponta que a construção do novo prédio da Câmara de Marília pode custar até R$ 61 milhões aos cofres públicos em 240 meses.

A Câmara prevê contratação de uma empresa para construir o prédio sem qualquer gastos público durante a obra. A contratada deve entregar um imóvel de 3.00m² com maior espaço para vereadores, áreas de uso comum, estacionamento e medidas de privacidade, como acessos exclusivos para parlamentares sem passar por áreas coletivas.

É baseada em orçamentos que variam de R$ 17 milhões e R$ 20 milhões e a empresa seria paga com um contrato de locação por 240 meses – 20 anos – em até 1% do custo total da obra.

“A Matra fez uma conta baseada em valor mensal de R$ 170 mil – orçamento mínimo apresentado – com projeção de taxa mínima de 4% ao ano (equivalente a 0,33% ao mês).

O comunicado lembra ainda que o contrato projeta correção pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), que em 2020 chegou a 23,14%.

“E aqui vai um alerta aos Senhores Vereadores uma vez que o orçamento anual do município é corrigido pela inflação: como assumir um compromisso mensal de valor tão alto, por um prazo tão logo, com um descasamento de índice em relação a prestação mensal? Isso fere os bons princípio econômicos e poderá aumentar ainda mais o valor final a ser pago.”  

Lembra ainda que a prefeitura acumula dívidas milionárias com o Daem e com o Ipremm e aponta mais de R$ 26 milhões de uma dívida feita pela Emdurb.

A entidade, que faz história na cidade com acompanhamento e análise de gastos públicos, diz em comunicado que a proposta já seria absurda em condições normais, ainda mais em tempos de pandemia e cita a repercussão em redes sociais

“Manifestações contrárias à intenção de gastar um volume tão considerável de dinheiro público para proporcionar mais conforto aos vereadores e funcionários da Câmara Municipal, também inundaram as redes sociais. Até entre os vereadores a proposta é motivo de divergência.”


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