Giro Marília -Synthlux - Acusado de comandar tráfico com jovens ricos contesta buscas e pede liberdade; juiz nega

F.S.G., preso e acusado de ser o principal operador de uma organização para tráfico de drogas com sede em Marilia apresentou à Justiça uma contestação contra horário de buscas em sua casa e pediu para responder ao processo em liberdade. Não deu.

Em decisão encaminhada para publicação nesta sexta-feira, a juíza Josiane Patricia Cabrini Martins Machado rejeitou a contestação, manteve a prisão preventiva e marcou audiência sobre o caso.

O jovem foi preso durante cumprimento a mandado de buscas na operação Synthlux, criada para investigar tráfico de drogas sintéticas e de maior impacto, como haxixe.


Além do grande número de investigados, a operação coordenada pela Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Marília repercutiu por envolver prisão de jovens em famílias de classe média e alta da cidade.

O nome Synthlux faz referência à combinação da venda de drogas sintéticas e a vida de luxo dos acusados – mesmo investigados em bairros apresentados ostentavam movimentação financeira muito além de sua renda, como carros, eletrônicos de ponta e roupas de grifes -.

A PRISÃO

Na casa de F.S.G., na região do Cavallari, foram encontrados entorpecentes e outras evidências que se tornaram um flagrante à parte. Ele está denunciando de forma individual neste caso e também em uma ação com mais de 20 acusados.

Um ‘organograma’ da operação aponta o jovem como o principal nome na atuação que atuava com ramificação em outras situações – de Ourinhos e a São Paulo – e vendas em todo o país.

Na contestação, F.S.G. disse à Justiça que a busca não cumprir limites de horários para acesso à residência.

Além de argumentar as informações de que o dia já estava claro – exigência para buscas - pouco antes das 6h, a juíza disse ainda na decisão que “o crime em tese praticado pelo acusado é daqueles tidos por permanentes, de modo que prescindiria até mesmo de mandado”.

A decisão considera anda que as condições pessoais e jurídicas do caso não tiveram alteração que justifique a libertação do acusado e renovou a prisão preventiva. A decisão não cita mas quase 20 dos réus libertados na operação tornaram-se foragidos após nova ordem de prisões.

A decisão encaminhou o processo para audiência com depoimento de testemunhas, incluindo policiais que participaram da operação. Será dia 31 de julho, de forma mista – presencial e virtual -.  


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