Giro Marília -Procurador pede fechamento do MAC e multa para American e Sprimg Sports

Uma ação civil pública protocolada pelo procurador Marcus Vinícius Gonçalves, do Ministério Público do Trabalho, em Bauru, pede a “dissolução do Marília Atlético Clube”, com uma intervenção judicial provisória, e aplicação de multa ao clube, à American Sport e à Sprimg Sport, empresas que fizeram gestão do clube.

Uma audiência de conciliação nesta sexta-feira em Marília vai definir os rumos da ação que incluiu pedido de liminar com decisões para proibir o MAC de fazer novas contratações, impedir o clube de disputar qualquer campeonato e proibir a prefeitura de ceder o estado municipal Bento de Abreu Sampaio Vidal para uso do time, entre outros pedidos.

A ação é baseada em um relatório da Justiça do Trabalho sobre o volume de ações trabalhistas e o calote de pagamentos do MAC para ex-atletas e funcionários.

“O relatório demonstrou, de forma robusta, que há mais de uma década o clube tem sido utilizado, mormente através da administração das corrés, como instrumento para a prática de inúmeros ilícitos, entre os quais a gestão absolutamente temerária de seus contratos de emprego.”

Segundo o procurador, a direção do MAC cometeu apropriação indevida de recursos que estavam penhorados e declara pagamentos como “despesas diversas” em registros contábeis que apontam prejuízos nos jogos do clube.

O Marília também não repassou ao pagamento das ações trabalhistas recursos recolhidos com pagamento de contratos de patrocínio. E nem mudou as práticas de relação com funcionários.

“Restou evidenciado que nos últimos dez anos os gestores que passaram pela direção do clube ‘maquiaram’ sua contabilidade”, diz o pedido de intervenção e dissolução do Marília.

O procurador acusa as duas empresas de formar “corresponsáveis” na adulteração de contabilidade,  descumprimento de ordens judiciais e danos infligidos aos funcionários.

A ação apresenta pedido de 19 medidas contra o Marília que incluem a dissolução ou na falta dela uma intervenção por 180 dias, abstenção de participar em campeonatos, afastamento imediato dos diretores e ofício para que a Prefeitura deixe de ceder o Abreusão ao clube, entre outras.

Pede ainda a aplicação de três multas de R$ 1 milhão ao clube, à American Sport e à Sprimg Sport.


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