Giro Marília -Dica de especialistas: skate deve ser diversão, sempre

Profissionais e amadores em fase de profissionalização foram estrelas na manhã deste sábado no Dean Contest. Viajaram muito para mostrar estilo e fazer ação com patrocinadores. E mostraram que skate é uma grande família: posaram para fotos, entrevistas, bate papo, dicas e mostraram integração até com quem ainda está aprendendo.

- Desafio de skate traz profissionais e público regional a Marília


Dwayne Fagundes veio a Marília mostrar manobras

Minha dica para quem está começando é: divirta-se, muito, sempre. Skate é compromisso, especialmente quando você profissionaliza, mas é diversão, é uma família”, disse o gaúcho Dwayne Fagundes, 25, skatista há 15. Ele acaba de fechar os primeiros contratos de patrocínio e está na estrada desde o dia 10 andando em pistas e rampas de diversas cidades.

“Não cansa, não tem como. Estou fazendo o que gosto, conhecendo gente, me divertindo, está ótimo”, disse. Ele dividiu a pista com os mirins durante quase meia hora, sem problemas. Fez muitas fotos, falou de suas visagens – já foi várias vezes à Europa e Estados Unidos – e deu um último aviso: “não vá para a pista querendo ser o melhor, vá querendo fazer seu melhor, respeitando e viva skate pelo prazer, sem cifrão no olho,”


Felipe Ortiz, skatista profissional de Curitiba

Felipe Ortiz, 25, anda de skate desde que era pequeno e nem conseguia ficar em pé. Hoje é profissional. Deixou os estudos na 7ª série quando conquistou os primeiros patrocínios. Foi também a época em que conseguiu começar a convencer a família de que valia a pena.

 “No começo meu pai escondia o skate quando eu ia para a escola, queria que eu estudasse antes de pensar em competir.” Valeu a pena. “Muito, mas às vezes sinto falta de estudar um pouco mais, quem sabe, dá tempo ainda.”

Alex Fernando da Silva, o Alex Lekinho, é outro amador em profissionalização que apareceu na pista. Elogiou a configuração dos obstáculos, posou para fotos e contou muita história: é recém chegado de Barcelona.

“A gente vai para andar de skate, mas é muita cultura em volta, muita gente então você anda, aprende, conhece gente, lugares. Um dia fala inglês, no outro um pouco de russo. Skate é apaixonante por isso também”, afirmou.

Neste domingo ele volta à pista, mas para tentar o prêmio entre os amadores. “Ah, são R$ 2.000 né, dá para animar o natal.”


Amanda e Juliana, trabalho de bastidores

O Dean Contest atraiu também profissionais que não vão para a pista correm o país em eventos para atuar nos bastidores. Juliana Pedre, 26, e Amanda Galvão, 28, são de Curitiba e viajam o país com a marca Öus, uma das mais badaladas grifes de tênis e moda para o estilo skate.

Juliana trabalha com gestão de pessoas e acompanhava os profissionais patrocinados. Amanda trabalha com marketing e acompanha a modalidade de forma geral. As duas já tentaram andar, não avançaram na carreira dentro da pista mas há quase 15 anos vivem o mundo do skate como fãs e como profissionais. 


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