Giro Marília -RJ: Hospitais relatam dificuldades por falta de medicamentos do 'kit intubação'

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Medicamentos do kit intubação
Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
Medicamentos do kit intubação

Um ofício enviado pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro às unidades municipal, estadual e federal de saúde do estado, pedindo informações sobre a situação dos estoques de medicamentos do chamado kit intubação , teve, até agora, uma resposta nada positiva por parte destes hospitais. Dos 19 que já responderam ao documento, segundo o órgão, apenas um garantiu estar abastecido com os insumos, e a grande maioria alegou estar passando por dificuldades.

A Defensoria afirma que ainda não pode revelar quais foram as unidades de saúde que responderam ao ofício, mas que são hospitais das redes estadual, municipal e federal. De acordo com o órgão, dentre os 19 ofícios respondidos, 14 disseram estar "em dificuldade" por conta da falta de insumos do kit intubação.

  • 14 hospitais disseram estar "em dificuldade" por conta da falta de insumos
  • 1 hospital afirmou à Defensoria que está com "risco de desabastecimento"
  • 1 hospital disse não haver desabastecimento, mas que há risco, considerando o cenário atual
  • 1 hospital afirmou que não está em situação crítica, mas que se mantém "receoso" diante das circunstâncias
  • 1 hospital disse estar em situação "razoável"
  • 1 hospital garantiu estar abastecido, com bloqueadores para 72 horas e demais medicamentos para dez dias

A Defensoria Pública, através da Coordenadoria de Saúde e Tutela Coletiva, enviou os ofícios às unidades de saúde entre os dias 25 de março e 14 de abril e ainda aguarda outras respostas. A expectativa é de que tenha um panorama geral já concluído esta semana.

'Cenário preocupante'

Enquanto isso, a Secretaria Estadual de Saúde, ciente dos problemas de desabastecimento em diversas unidades do RJ, afirma que, entre a última quinta-feira e esta segunda-feira, 373 mil medicamentos do kit intubação adquiridos pela pela pasta e enviados pelo Ministério da Saúde foram liberados. Segundo o governo do estado, com as últimas entregas de sedativos e bloqueadores, o quantitativo compõe o estoque de medicamentos para o período estimado de até dez dias de atendimento.

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Na semana passada, segundo a SES, mais de 94 mil medicamentos foram disponibilizadas a 75 hospitais, para uso destinado a pacientes com Covid-19 em leitos SUS. Uma nova remessa, com mais 279 mil substâncias do kit intubação, foi enviada nesta segunda-feira para 70 hospitais no estado.

O lote, segundo a secretaria, é composto por cisatracúrio, besilato 10mg; fentanila, citrato 0,05 mg/ml; midazolam 5 mg/ml; e propofol 10 mg/ml. Parte desses medicamentos é retirada por hospitais do Rio, Niterói, São Gonçalo e Maricá na Coordenação Geral de Armazenagem (CGA), em Niterói, e o restante é enviado para 34 municípios numa operação com cinco helicópteros.

"Todos os esforços estão voltados para salvar vidas, e este momento requer muito planejamento e uso consciente dos medicamentos. A SES tem se dedicado para que as unidades não fiquem desabastecidas, tendo inclusive feito a aquisição dos medicamentos, que devem ser comprados pelas próprias gestões das unidades. Contudo, é preciso também que os gestores dos hospitais destinem o uso desses medicamentos de forma prioritária aos pacientes que necessitam de intubação dentro do protocolo do tratamento da Covid-19. O cenário é preocupante, não só no Estado do Rio de Janeiro, como em todo o país, mas estamos trabalhando diuturnamente para solucionar esta questão com legalidade e a agilidade necessária", disse, neste domingo, o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

A entrega da semana passada foi composta por medicamentos comprados pelo governo estadual, por meio da adesão a uma ata do Ministério da Saúde, a qual teve ainda um aditivo de 50% do quantitativo. A SES afirmou que também realiza um processo de compra para suprir a necessidade do estado nos próximos três meses, e que todas as etapas dos processos serão compartilhadas com o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública, "visando dar transparência às aquisições".

Fonte: IG SAÚDE

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