Morre neste sábado em Porto Alegre o escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo, de 88 anos, em consequência de um caso grave de pneumonia.
Verissimo deixa a esposa, Lúcia Helena Massa, e três filhos: Pedro, Fernanda e Mariana Verissimo. Ele tinha mal de Parkinson, problemas cardíacos e, além disso, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2021. Um ano depois, recebeu um marca-passo no coração.
Filho do escritor Érico Verissimo, Luis Fernando publicou mais de 80 títulos, como Mentiras que os Homens Contam ou Ed Mort e Outras Histórias.
Porém, foram as crônicas e os contos que o tornaram um dos escritores contemporâneos mais populares no país. O Analista de Bagé, por exemplo, lançado em 1981, teve a primeira edição esgotada em uma semana.
O escritor construiu uma trajetória profissional rica, com atuação em diferentes áreas e produção em vários formatos.
“Gostaria de ser lembrado pelo o que eu fiz, pela minha obra, se é que posso chamar de obra, mas pelos meus livros. E, talvez, pelo solo de um saxofone, um blues de saxofone bem acabado”, contou.
Paixão por textos e música
Trabalhou como cartunista, tradutor, roteirista, bem como publicitário, revisor, dramaturgo e romancista. Sua obra tem marca do bom humor, assertividade e, além disso, crítica.
Contudo, iniciou “tarde” na carreira de escritor, após começar a trabalhar na redação do jornal Zero Hora, na década de 1960. Além das palavras, foi um amante da música, dedicado à prática do saxofone.’
Com fama de ser um homem calado, Verissimo costumava dizer que não era ele que falava pouco, “os outros é que falam muito”.